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1.Julho é
umas das melhores épocas para ir para Ilhabela. Não rola aquela cabeçada
infinita, tem muita onda e rola a Semana de Vela que é um evento super
maneiro.
2.Fuja da
roubada de visitar a ilha no carnaval ou ano novo, é o maior crowd. Fica
todo mundo puto e rola a maior porradaria. Além da fila sem fim pra pegar
a barca. Enrascada brava.
3.Não deixe de fazer um
mergulho autônomo em algum dos vários naufrágios que rolam na ilha.
4.As visitas imperdíveis são
o Bonete, Castelhanos e Cachoeira do Gato, mas tem muita coisa boa além
destas opções.
5.O surf na ilha rolam nos
seguintes picos: Castelhanos, Areado (c/ vento nordeste), Pacuíba e Canto
Bravo no Bonete.
6.A noite é na Vila. Lá rola
uma rua fechada,só para pedestres com restaurantes e bares.
7.Se você for se meter em
alguma trilha pouco definida é bom contratar um guia.
8.A estrada para Castelhanos
é cheia de buracos e pode trazer transtornos pra galera 4x2 em épocas de
chuvas. Existem jipes 4x4 especializados em levar o pessoal pra estes
lados
9.A ilha tem uma puta infra-estrutura com restaurantes e hospedagem para
todos os gostos e bolsos.
10."Contra mosquitos e
borrachudos...Duas semanas antes do acampamento, tome muito complexo B,
todos dias. Dois dias antes, tomar em dose dupla. O metabolismo forçado
gera um repelente natural em nossa pele." dica de Gilson Teixeira Cornelio
11."Bonete é um lugar
muuuuuuito maneiro . Durante a trilha tem 3 cachoeiras para você renovar
suas energias e curtir a paisagem maravilhosa (foto: paisagem). Sem contar
a primeira visão da praia, lá no alto..ainda na trilha (foto: paisagem 5).
Chegando lá, procure um camping, não esqueça de levar repelente e
lanterna. Durante a noite, o ponto de encontro é no único bar que tem na
beira da praia, se você fizer uma fogueira, não demora muito e logo estará
com uma turma ao seu lado...aí rola violão e se for noite de lua
cheia..melhor ainda!! Se você estiver muito cansado(a) e não conseguir
voltar pela trilha é só procurar algum pescador e voltar de canoa (que é
outra emoção à parte)." Dica da Angelis - Campinas/SP
12."Haxi,
adoro sua página, vc é um dog super profissional, hein! Aqui vai minha
sugestão... o Bonete, em Ilhabela, é um local ainda pouco explorado pelo
turismo, e por isso mesmo um dos lugares mais lindos que já conheci... a
trilha, de 12 km, faz parte do show, são aproximadamente 4 horas de
caminhada por uma picada na mata, com cachoeiras pra descansar a cada uma
hora, aproximadamente. Também pode-se alugar um canoeiro em São Sebastião,
e aí são duas horas de água na cara! O lugar é um paraíso, um povoado
isolado, rolam altas ondas, tubos perfeitos. Rola um localismo forte no
mar, mas é só entrar no respeito que dá tudo certo! Enfim, vale a pena
conhecer, o único porém é que se chover muito forte existe a possibilidade
de não existirem canoas para voltar, e a trilha fica muito enlamaçada,
portanto, é sempre bom se prevenir para ficar uns dias a mais. E ainda tem
várias cadelinhas! Vai lá, Haxi, vale a pena!"dica de Nana Varella - SP
13."Vá até
uma das várias agências de passeios que cidade oferece (pesquise antes)
você tem opções de passeios de lancha, escuna e jeep até a praia de ``Castelianos´´
do outro lado do ilha (evite ir com seu próprio carro) a estrada e os
rios que cruzam o caminho pedem pelo menos um 4 x 4. Chegando lá façam com
jipero-guia a trilha até a ``Cachoeira do Gato´´ que tem 30 mts. de queda
em um paredão de pedra, a trilha leva até o pé da cachoeira que se abre de
repente no meio da mata. MARAVILHOSO. Obs* Leve água, repelente e vá com
um tênis confortável. Nosso restaurante preferido ``Ilha Sul´´, o ``Filé
Bodão´´ e os pratos de ``Camarão´´ são coisa de louco. IMPERDÍVEL."dica de
Cilene Marchi e Marcelo Pietrafeza - Serra Negra - SP.
14."Olá. Estive em Bonete no
primeiro final de semana de outubro e simplesmente adorei a praia -
paradisíaca! Fui de trilha - 12 km e, para ganhar tempo voltei de
canoa...Aviso aos navegantes e aventureiros que quase passei dessa pra
melhor! O motor da canoa explodiu e eu, meu namorado, o canoeiro e o seu
sobrinho de 5 anos ficamos à deriva por algum tempo...o canoeiro queimou
as costas com a água fervendo do radiador....Como a canoa não possuía
qualquer equipamento: colete salva-vidas ou rádio, a solução foi rezar e
esperar uma ajuda divina...que realmente apareceu. Uma lancha estava indo
de Indaúba para São Sebastião e nos viu (estávamos fazendo sinal e nos
equilibrando para a canoa não virar...)e nos resgatou levando de volta o
canoeiro e seu sobrinho para Bonete e eu e meu namorado para Ilhabela. Por
isso amigos - pensem 3 vezes antes de decidirem fazer esse percurso de
canoa. Existem lanchas que possuem rádio e coletes...Com certeza é mais
seguro.... Abraço" dica de Daniella - BH
15."Atenção
cariocas, A ilha é linda, mas a receptividade do povo local, paulistas, na
maioria dos lugares (bares, praias, acampamentos ...) É péssima, horrível,
mal educada ... Ainda mais quando percebem que são cariocas que estão
chegando. E se a intenção é passar o seu carnaval por lá, pode desistir,
lá nessa época do ano chove quase todos os dias (não é exagero!!!). E para
quem gosta de acampar o camping canto grande (lado sul da ilha) é uma
péssima opção, aquela receptividade e solidariedade que quem acampa está
acostumado, lá não existe de forma alguma. Então vá para arraial do cabo
que é lindo e é perto de casa ou então para qualquer outro lugar." dica de
Gustavo J. Niterói / RJ
16."Outra boa opção no
litoral norte, é a praia do Bonete, localizada no sul da Ilha
Bela.Trata-se de uma praia onde o acesso é somente por trilha (a pé) ou
transporte por canoa que sai do T-Bar em São Sebastião ou da Praia de
Barequeçaba. A praia é paradisíaca e as ondas perfeitas. Melhor lugar para
o surf é no Canto Bravo ou no ariado que fica a 30 minutos de barco. A
população caiçara é acolhedora e os bares locais são os melhores. Uma dica
é o quioske da Cintia e do Totó, fica em frente o mar, próximo ao rio nema.
Lá são servidas porções de frutos do mar feitas na hora e com peixes
pescados pelo próprio proprietário, que pesca todos os dias às 5:00AM. Os
proprietários possuem lancha e canoa para o transporte de turistas e são
ótimos guias para informarem os melhores picos da ilha, entre eles
cachoeiras imperdíveis. Dica essencial: não esqueçam o repelente!" dica de Saula Del Bel
17."A ilha bela é uma praia
ótima, a única coisa que precisavam fazer lá é arruma a estradinha da ilha
pois tem muitos buracos, e outra parte ruim é a fila da balsa que demora
muito, se vc for pra lá no ultimo dia de feriado saia de manhã e fica na
praia de guaecá porque assim vc evita a balsa e curti uma bela praia tb. e
não deixe de visitar a cachoeira da toca é muito legal. " dica de William
Almeida Bonfim
18."Bem, estive em Ilhabela
o nome poderia ser alterado.... Castelhanos, uma das praias mais
comentadas, eh uma praia bonita, mas não tem nada demais... pelo menos não
eh possível ver alguma coisa demais, enquanto se esta sendo “devorada” por
mosquitos “pré-historicos”, imunes a qualquer repelente.... a vila é m
lugar agradável e com bons restaurantes. Para chegar a qualquer lugar é
preciso carro." dica de Raquel Paiva
19."Ao contrário do
informado acima, a trilha do Pico do Baepi não começa no Bairro do Engenho
d'Água... essa informação está errada. A trilha começa no Bairro do
Itaguaçú, a 3,5 km da balsa, na direção da Vila (norte da Ilha)
A trilha do Pico do Baepi tem aproximadamente 3.500 mts. de extensão,
iniciando-se na cota altimétrica de 200 mts. e terminando nos 1.048 mts.
de altitude de seu cume. Vence-se, portanto, um desnível de 848 mts., com
pontos de elevada declividade, demandando o percurso todo (subida e
descida), cerca de 5 horas de caminhada puxada (3 horas de subida e 2
horas de descida).
Curiosamente, a trilha que leva até o cume de seus 1.048 mts. constitui
(ou constituía) praticamente um “segredo de Estado” em Ilhabela. Ou,
melhor dizendo, um segredo de polichinelo, imposto pela administração do
Parque Estadual de Ilhabela em benefício único dos “guias” e “monitores
ambientais” das agências de ecoturismo (que lá proliferam com uma
velocidade e voracidade assombrosas), em detrimento do aventureiro
consciente, experiente e independente. O patético segredo consiste
unicamente em jamais revelar à pessoa porventura interessada em subir o
Baepi onde está localizado o início da trilha. Não existem mapas, nem
mesmo croquis. Tabu absoluto. Qualquer indagação, invariavelmente,
encontra como resposta apenas as evasivas de praxe: “é difícil achar o
começo da trilha... a trilha é muito confusa... é muito perigoso... é
fundamental ir acompanhado com um guia experiente para não se perder...”.
Os incautos são veementemente desaconselhados. Ninguém, dos setores
oficiais, se dispõe a informar àquele sacrílego desejoso de empreender a
subida do Pico do Baepi sozinho, prescindindo da contratação de um “guia
experiente”...
Foi preciso ir lá por conta própria para tirar a limpo essa questão,
percorrer toda a trilha, tirar fotos, elaborar um mapa e um roteiro
detalhado e, de quebra, ainda descobrir um grave erro na carta topográfica
do IBGE – a própria localização do Pico do Baepi (!).
Definitivamente, a trilha do Pico do Baepi não exige o acompanhamento de
qualquer “guia”. Não é uma trilha fechada e perigosa, muito pelo
contrário: é bem aberta e visível (vários trechos com mais de 1 metro de
largura), além de ser primorosamente articulada, pois inexistem
bifurcações. Como toda ela é praticamente um aclive só, existem muitos
degraus de terra, firmemente escorados com madeira (pontaletes roliços ou
pequenas tábuas). A trilha é à prova de erosão, com a eventual exceção de
uns dois ou três pequenos trechos, quase chegando ao cume. Todo o trajeto
é bem sinalizado, com fitas cor-de-rosa amarradas nas árvores e algumas
placas de madeira que, além de indicativas das altitudes e da distância
percorrida e a percorrer, em metros lineares, contém informações de cunho
educativo-ambiental e nomes de algumas árvores. Com tempo bom, qualquer
pessoa que se dispuser a ir, que já tenha uma experiência básica em
trilhas, mesmo que pequena, e que esteja seguro o suficiente de si, pode
chegar lá no cume tranqüilamente, sem qualquer problema (e sem guias).
Assim que se desembarca em Ilhabela, deve-se observar bem o Pico do Baepi:
As espetaculares encostas rochosas dominam toda a face oeste da montanha,
que é a face diretamente voltada para o mar. Percebe-se, imediatamente a
sudoeste do pico (à direita para quem o observa bem de frente), um notável
largo trecho densamente florestado que galga a montanha até o seu cume; é
exatamente por esse “escalão” de mata fechada que a trilha atinge o alto
dos 1.048 mts. do Pico do Baepi.
Na tarefa de transposição do trajeto aproximado da trilha do Pico do Baepi
para o trecho da Carta Topográfica do IBGE intitulada “São Sebastião”
(mapa utilizado na excursão), foi constatado um sério equívoco, logo
confirmado por observações visuais in loco e, posteriormente, de algumas
fotografias: os cartógrafos do IBGE localizaram o Pico do Baepi
erroneamente, num pico situado a cerca de 1.000 mts. lineares à leste do
verdadeiro Pico do Baepi. Este falso Baepi apresenta um pequenino cume
pontiagudo, totalmente coberto de pujante mata fechada, enquanto que o
verdadeiro Baepi, em seu cimo, é um cocuruto arredondado, relativamente
amplo, pedregoso e semi-recoberto de vegetação raquítica e incipiente, sem
dúvida devido ao solo raso e pobre lá encontrado. Aliás, “Baepi”, que na
língua tupi-guarani significa “morro calvo” (ou careca, pelado), foi o
nome dado pelos índios tupinambás em alusão às pedras quase sem vegetação
que compõe seu pico, sendo que “Baepi” é a forma reduzida do nome “Baepina”,
que tem o mesmo significado.
Roteiro descritivo da trilha do Pico do Baepi:
O início da trilha está situado no Bairro do Itaguaçú, localizado a cerca
de 3,5 km da balsa (Bairro da Barra Velha), na direção da Vila. Pega-se a
avenida principal de Ilhabela (que é a estrada norte-sul), denominada
neste trecho de Avenida Princesa Isabel, seguindo na direção norte (para a
Vila). Atravessa-se o movimentado Bairro do Perequê, centro comercial de
Ilhabela, e logo depois, a praia de mesmo nome. Passando bem em frente ao
píer do Perequê (no final da praia), logo após a avenida sobe um pequeno
morrote; descendo esse morrote, bem à direita, surgirá o restaurante “Deck”,
e logo depois, uma igreja Assembléia de Deus, cuja fachada é toda em
mármore branco e preto. Dobra-se na travessa localizada à direita, antes
da igreja, na Rua Araponga; segue-se em frente, subindo a Rua Morro da
Cruz (continuação da Rua Araponga); todas essas ruas são pavimentadas com
bloquetes sextavados de concreto. Bem lá em cima, sobe-se a última rua à
esquerda, a mais alta desse bairro (e uma das mais altas de toda a ilha),
chamada Rua Via Panorâmica. É exatamente do final desta rua (que é sem
saída) que sai a trilha do Pico do Baepi. Segue-se em frente, até o ponto
onde acaba a subidona e a rua faz uma ampla curva, acabando aí a
pavimentação com bloquetes sextavados de concreto. Neste local existem
umas duas ou três casinhas, e logo atrás, dois grandes cilindros de ferro
pintados de branco (reservatórios d’água). Desse ponto em diante, o
calçamento é precário, feito com pedras irregulares. Segue-se em frente
até o final da rua, em acentuada subida; do lado esquerdo da rua, para
quem está subindo, avista-se (na encosta voltada para o mar e ao nível da
rua) uma grande casa pintada de amarelo ocre, com uma enorme varanda,
portão de ferro e pelotas redondas de pedra encimando os pilares do
gradil. Alguns metros depois de passar essa casa, acaba o calçamento de
pedras irregulares e o chão da rua se torna de terra batida; mais alguns
metros, e estamos no final da rua, onde à esquerda avista-se a última
casa, uma espécie de pequena chácara, com uma cerca viva em volta, e um
pequeno portão de madeira, que dá para o final da rua. A trilha, bem
nítida, começa ali, imediatamente à direita dessa propriedade. É um
caminho direto e sem equívocos, até o cume do Pico do Baepi.
Madrugada do dia 11 de fevereiro de 2005, sexta-feira pós Carnaval.
Estávamos em cinco pessoas: Bia, Cacá (Carolina), Fábio, Daniel e eu.
Começamos a subida do Pico do Baepi às 06h40m da manhã, uma vez que
existiam rumores de que funcionários do Parque Estadual de Ilhabela passam
a fiscalizar, a partir das 07h00m, o trecho inicial da trilha, a fim de
proibir a subida daqueles que, deixando de contratar “guia”, pretendam
desrespeitar a “reserva de mercado” impingida aos contribuintes pelo poder
público sobre uma área pública, em prol da iniciativa privada.
Ninguém à vista. Deus ajuda quem cedo madruga. Passamos pela grande placa
de madeira indicativa do começo da trilha do Pico do Baepi (na cota
altimétrica de 200 mts.), onde consta o aviso que o acesso somente pode
ser feito com o acompanhamento de guias e monitores ambientais, e seguimos
em frente. O azimute inicial, pelos primeiros 200 – 300 mts. de trilha, é
de cerca de 30º N. O caminho envereda por uma encosta coberta de “sapezal”
(espécie de capim alto, verde-claro), sendo que todo o trecho inicial da
trilha é composto por extenso “sapezal”. Logo no começo, atravessa-se por
duas pinguelas feitas de tábua; depois, a trilha passa a subir diretamente
a encosta, por uns 500 mts., no rumo aproximado de 112º E, de forma bem
delineada, contando com vários trechos de degraus escavados na terra e bem
escorados, com pontaletes de madeira; vencida a acentuada subida inicial,
atinge-se um platô com uma placa de madeira bem no meio. Mais à frente,
agora no rumo de 90º E, desce-se levemente uma suave depressão, por
aproximadamente 500 mts., para depois subir um pequeno trecho, rumo à mata
fechada.
Cerca de 25 minutos depois de iniciada a subida, concluímos todo o trecho
do “sapezal”. Eram 07h05m. No final desse trecho, à aproximadamente 330
mts. de altitude, a trilha adentra na mata fechada. Após uma parada de 10
minutos para comer alguma coisa, entramos na floresta.
Bem na entrada da trilha na mata fechada, existe uma placa de lata branca,
indicando que há perigo de queda no cume. Pelo chão, avistam-se mangueiras
de plástico preto, utilizados em captações rústicas de água potável,
diretamente de pequenos riachos localizados em plena mata, em encostas ou
grotões fora do alcance da trilha.
10 minutos após entrar na mata fechada, encontra-se o único local onde
avistamos água potável em toda a trilha: uma torneira de plástico, saindo
de uma espécie de pequeno “ramal” de uma das mangueiras pretas de captação
de água. Essa torneira está imediatamente à direita da trilha, para quem
está subindo o pico. Muita atenção, porque este é o único ponto de água
existente em toda a trilha! Após o uso, mantenha a torneira fechada, a fim
de não prejudicar a vazão d’água para o consumo das casas que, bem mais
abaixo, utilizam-se da referida captação.
5 minutos depois de deixar a água, vem uma placa grande, de madeira,
explicando por quê é frio dentro da mata; Deste ponto em diante, a subida
começa a ficar mais acentuada. O azimute, pelos próximos 500 mts.
(aproximadamente), é de cerca de 35º N.
10 minutos após, encontramos uma pequena placa de madeira indicando o nome
científico do tucum (bactris setosa) e a altitude no local: 450 mts.;
Cerca de 20 minutos depois (às 08h00m), nos deparamos com o primeiro
bambuzal da trilha. Esse bambuzal é pequeno e não apresenta áreas
emaranhadas, sendo de fácil transposição. Um pouco antes, nos deparamos
com um pequeno camaleão agarrado a um bambu. Agora, pelos próximos 400 –
500 mts., o rumo é de 90º E. E a subida vai se tornando cada vez mais
íngreme...
inutos depois do primeiro bambuzal, chega-se a uma placa de madeira
indicando que naquele ponto a altitude é de 650 mts., e que faltam 1.180
mts. lineares para o cume. Neste local, existem alguns troncos de madeira
para se sentar. Descansamos ali por 30 minutos. O aclive, depois deste
ponto, aumenta sensivelmente. De agora em diante, por aproximadamente 500
– 600 mts., o azimute é de cerca de 70º E.
40 minutos após retomarmos a marcha, precisamente às 09h20m, chegamos a
mais uma placa de madeira, esta indicando que estamos a 850 mts. de
altitude e a apenas 500 mts. lineares do pico. Descansamos por 10 minutos
nos bancos de madeira lá instalados.
Depois deste ponto, agora seguindo no rumo de 35º N, pelos próximos 500 –
600 mts., atravessa-se o ponto mais crítico de toda a trilha: extremamente
íngreme e escorregadio, com dois bambuzais não muito extensos, mas bem
emaranhados, que dificultam bastante o desenvolvimento da caminhada.
Logo depois de vencer o último dos bambuzais fechados, vem uma canaleta
rochosa de considerável extensão, repleta de pedras cobertas de musgo,
dispostas em espécies de degraus irregulares, num aclive bem acentuado,
tanto que lá existe uma corda fixa (dessas bem comuns), favorecendo um
auxílio maior dos caminhantes.
50 minutos depois de termos deixado a placa dos 850 mts. de altitude, e
após superar o pior trecho da trilha (bambuzais e canaleta rochosa),
chegamos, às 10h15m, a uma placa de madeira que dá os parabéns a quem
conquista o Pico do Baepi... Ocorre que essa placa não está fincada no
cume, mas sim num local de mata fechada, semi-enfurnado entre grandes
rochas e, portanto, sem qualquer vista da paisagem deslumbrante que pode
ser apreciada somente do verdadeiro cume, ainda poucos metros acima (e a
10 minutos da placa)...
Portanto, ao chegar nessa placa congratuladora, deve-se deixá-la pela
continuação da trilha, que sai exatamente da frente da placa (e à esquerda
de quem subiu e deu de cara com a mesma); essa continuação da trilha desce
uns poucos metros por mais uma canaleta rochosa, de pequena extensão, mas
totalmente recoberta de musgo; neste ponto, existe uma corda fixa e
pequenas agarras de escalada, parafusadas na pedra, para melhor apoio dos
pés, uma vez que o local é muito escorregadio; Depois, a trilha sobe
ligeiramente, num aclive suave, estreitando-se até uma parede rochosa bem
inclinada, situada à esquerda de quem está subindo; neste local existe um
degrau natural da encosta rochosa, íngreme e relativamente elevado, em
relação ao nível da trilha, tanto que aí também existem pequenas agarras
de escalada. Uma agüinha suspeita escorre pela rocha (aparentemente, uma
incipiente mina d’água), exatamente no degrau, devendo-se ficar atento
para não colocar o pé em algum lugar escorregadio. Mas é um ponto de fácil
transposição, e logo estamos subindo uma encosta rochosa pontilhada de
vegetação rasteira, arbustos ralos, e pequenas árvores retorcidas.
Assim, cerca de 10 minutos após deixarmos para trás a última placa,
chegamos ao verdadeiro cume do Pico do Baepi. Eram, precisamente, 10h30m.
Foram 03 (três) horas de subida, descontando o tempo de todas as paradas.
A totalidade da área do cume é inóspita, composta de trechos pddregosos
desarticulados, entremeados por curtas e rasas extensões de terra solta e
árida, coberta de vegetação de pequeno porte, em grande parte retorcida e
esturricada (houve um incêndio ali, em 1997); alguns trechos de vegetação
cerrada prejudicam a vista lá de cima (não há visão livre de 360º do alto
do cume); existem ainda, nivelados com o próprio cume ou logo abaixo,
alguns blocos rochosos nus e isolados, de difícil (ou nenhum) acesso.
Não obstante, a subida até lá compensa, pois o visual, apesar de algumas
limitações, é verdadeiramente incrível: a oeste, sul e sudoeste do cume,
bem aos nossos pés, descortina-se a vista panorâmica da face urbana de
Ilhabela, espraiada até as encostas que lhe são permitidas alcançar (ou
seja, até a curva de nível de 200 mts.), com seu litoral sinuoso, de
pequeninas enseadas, banhadas pela placidez das águas abrigadas do Canal
de São Sebastião, sulcadas por seus cargueiros e petroleiros habituais,
além de uma miríade de pequenas embarcações de recreio, navegando em todas
as direções. E bem à frente, a cidade de São Sebastião, com seu porto e
seu enorme terminal petrolífero em formato de “T”, com as instalações da
Petrobrás ao fundo, no sopé da Serra do Mar (bem mais baixa, neste ponto,
que o Pico do Baepi). Ao norte e noroeste, avista-se a esguia enseada de
Caraguatatuba e os prédios da praia de Martim de Sá. Bem ao norte, é
possível ainda observar todo o longínquo trecho de litoral existente entre
Caraguatatuba e Ubatuba, isolado pelo traçado da Rodovia BR 101
(Rio–Santos) e localizado entre as Praias da Tabatinga (Caraguatatuba) e
da Cassandoca (Ubatuba), onde se avistam várias praias que podem ser
alcançadas apenas por estradinhas de terra e trilhas (Praia da Figueira,
Praia da Ponta Aguda, Praia da Lagoa, Praia Brava do Frade e Saco das
Bananas). Nas outras direções (leste, nordeste e sudeste), observa-se o
complexo montanhoso da Ilha de São Sebastião, recoberto, em sua
totalidade, por densa (e praticamente virgem) mata atlântica, constituindo
o hinterland intangível da ilha (ao sul, avista-se o Pico de São
Sebastião, o mais alto de toda a ilha). Não é possível vislumbrar qualquer
praia situada “do lado de trás” de Ilhabela (nem mesmo o oceano).
Permanecemos no cume durante 1 hora e 50 minutos, principiando a longa
descida às 11h50m em ponto. Ultrapassando, logo de cara, o pior trecho da
trilha, descemos direto (sem parar na placa dos 850 mts. de altitude), por
55 minutos, chegando na placa dos 650 mts. às 12h45m. Antes, durante esse
trecho, próximo a um dos bambuzais, alguns integrantes da excursão
avistaram, no mato à beira da trilha, uma pequena cobra coral. Descansamos
por cerca de 20 minutos. Reiniciamos a descida às 13h05m, alcançando, em
30 minutos, a placa que explica por quê dentro da mata é frio (às 13h35m);
Depois de uma parada de 5 minutos, descemos (em mais 5 minutos) até a
torneira, descansando ali por cerca de 10 minutos. 5 minutos depois,
saímos da mata fechada. Eram 13h55m. Às 14h20m, depois de atravessar, em
25 minutos, todo o trecho do “sapezal”, já estávamos no começo da trilha,
ou seja, na Rua Vista Panorâmica. Descontando o tempo das paradas, a
descida foi realizada em exatas 02 (duas) horas.
Dicas importantes:
Ø Inicie a caminhada antes das 07h00m, evitando, deste modo,
aborrecimentos com eventuais funcionários do Parque Estadual de Ilhabela.
Ø Consulte a previsão do tempo antes de se aventurar no Pico do Baepi, e
tenha a certeza de que o tempo estará realmente bom no dia escolhido para
a subida. Além de, com o cume encoberto, o visual lá de cima não ser nada
atraente, o grave perigo representado por uma súbita tempestade (tanto no
alto do cume quanto na própria mata) é muito grande, sendo absolutamente
desaconselhável corrê-lo.
Ø Leve bastante água (2 litros, no mínimo), pois a trilha inteira conta
com apenas 01 (um) único ponto para a captação do precioso líquido,
localizado bem no começo, a cerca de 35 minutos do início da caminhada.
Ø Leve apenas o lanche habitual para ½ (meio) dia de trilha.
Ø Além da água e comida, não se esqueça de levar o equipamento essencial e
indispensável para enfrentar com segurança básica qualquer trilha: abrigo
de chuva, muda de roupa extra, canivete, lanterna, primeiros-socorros,
isqueiro, apito, bússola e mapa. Não se esqueça também da máquina
fotográfica (um bom binóculo também é interessante) e do repelente.
Ø É altamente recomendável ir de calças compridas e camiseta de mangas
compridas. Jamais vá descalço, de chinelos, sandálias ou “papetes”: no
local existem cobras. Use um bom tênis ou uma bota de trekking.
Ø Observe atentamente a trilha. Olhe muito bem antes de apoiar as mãos em
árvores, cipós ou pedras.
Ø Transporte todo o seu lixo consigo; para melhor acondicioná-lo, leve
algumas sacolas plásticas.
Ø Jamais faça qualquer fogueira, nem dentro da mata e muito menos no alto
do cume. Um incêndio provocado por pessoas despreparadas e imprevidentes
devastou a área do cume, no ano de 1997.
Ø Não tente se aproximar dos abruptos paredões rochosos do Baepi (face
oeste). Além de ser praticamente impossível, por conta da densa e
emaranhada vegetação que bordeja o seu cume, é gigantesco o risco de, em
teimando e insistindo, despencar no vazio, sem apelação." dica de
Erasmo H. B. Arrivabene
20." Oi,já estive em Ilha
Bela,gostei muito de lá,tem uma das melhores infra-estruturas entre as
ilhas,a minha dica é,se vc gosta de praias com águas cristalinas consulte
a previsão do tempo,escolha dias com sol assim Ilha Bela será o seu melhor
destino." dica de Assir Bujato Junior
21."Não deixe de ir no
passeio até castelhanos, o visual é lindíssimo e o passeio até a cachoeira
do gato é sensacional, outra praia que eu indico é pacuiba, o acesso passa
por uma estradinha de terra sem dificuldades, desce-se por uma trilha e
chega-se a praia que é praticamente deserta e muito linda, um outro
conselho que dou é evitar a praia do curral, ela fica lotada e cheio de
cadeiras e mesas dos bares pela praia, praticamente sobram poucos espaços,
é bem desagradável " dica de Marcelo de Santo
22."Olá pessoal! A Ilha é
mesmo d+! Praias lindas com água cristalina! Minha dica de hospedagem é a
pousada do Almeão, próxima a praia do Curral. Fantástica e tem
estacionamento fechado. O passeio de Jeep até a praia de Castelhanos é
super bacana mas a praia é normal, nada demais. Achei que exageram no
marketing qdo estive lá (não recomendo). Pra quem ta com a grana contada,
a dica é comer no Cheiro Verde, um restaurante muito legal la na Vila
(peçam o bobó de camarão rsrs). Agora, se vc curte um forró, não deixe de
ir no societ. É uma quadra de futebol societ junto com um quiosque e toda
4ª feira a galera de São Sebastião e da Ilha de reune pra dançar. É muito
animado, o pessoal dança muito bem e a banda é maravilhosaaaaaa!
Adorei!"dica de Carol Pires
23."Eu e meu noivo estivémos
em Ilha Bela no 2° final de semana de novembro, nada programado, chegamos
lá por indicação na estrada, pois estávamos em uma aventura sem rumo no
litoral norte.
Chegamos sem saber quanto era maravilhoso e encantador aquele paraíso
"Ilha Bela"...
Ficamos na pousada da Ilha, Praia Grande ao lado da Paria do Curral, a
qual fomos mto bem recepcionados e o custo beneficio é ótimo.
Recomendo a todos os amantes da natureza que conheçam Ilha Bela..."dica de
Joice e Rodrigo
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