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| "Aqui é o centro cívico." |
Antes da chegada dos espanhóis na América, a região servia de passagem pelos Andes para os índios mapuches, entre o que viria a ser o Chile e a Argentina. Esses bravos indígenas resistiram à ocupação européia até o final do século 19, quando enfim o General Roca conquistou a área. Logo chegariam imigrantes alemães, estabelecendo-se e criando uma pequena vila.
San Carlos de Bariloche está
localizada na Província de Río Negro, junto à Cordilheira dos Andes na fronteira
com o Chile. Está rodeada por lagos (Nahuel Huapi, Gutiérrez, Mascardi) e
montanhas, como o Cerro Tronador (3354 m de altitude, na fronteira com o Chile),
o Cerro Catedral (movimentada estação de esqui) e o Cerro López. Possui cerca de
80 mil habitantes.
O nome Bariloche deriva da língua mapuche, e significa "povo de trás da
montanha". Isto porque seus primitivos habitantes, os índios mapuches, eram
originários do outro lado da Cordilheira dos Andes. A altitude menor dos Andes
na região de Bariloche ,em alguns casos, inferior aos 1000 m, cobertos de
bosques permitiu aos mapuches migrarem há séculos do sul do Chile para a região
da Patagônia argentina.
Seu clima é temperado, influenciado pela proximidade dos Andes, e
suas florestas se mantêm graças à abundância de água dos grandes lagos glaciais,
como o Nahuel Huapi. No inverno , as temperaturas caem abaixo de
zero e a maior quantidade de neve nas montanhas mais altas dá início à temporada
de esqui. Afastando-se poucos quilômetros para leste da cidade, porém, o clima
se torna mais seco, surgindo a fria estepe da Patagônia, com sua vegetação de
gramíneas cada vez mais esparsas, até que a paisagem se torna a de deserto.

| "Um teleférico te leva para o restaurante giratório no topo do Cerro Otto." |
Além das montanhas
onde se podem praticar esqui e "snowboard" (Cerros Catedral e Tronador)
destacam-se o Parque Nacional Nahuel Huapi, a travessia dos lagos andinos até o
Chile, a Isla Victoria (no lago Nahuel Huapi), a região de El Bolsón (ao sul da
cidade), a Colonia Suiza (em meio a bosques, na qual se situa um museu que conta
a imigração suíça para a região) e os percursos turísticos chamados Circuito
Chico e Circuito Grande, com paradas em vários pontos de onde se têm vistas
panorâmicas dos bosques e montanhas ao redor da cidade. Seu comércio voltado
para o turismo é principalmente de artigos de lã, couro e chocolates. Para os
interessados em turismo de aventura, há opções de "rafting", cavalgadas, "parapente"
e ciclismo de montanha.
Transporte
A cidade tem um aeroporto que está equipado para receber jatos, e opera vôos
domésticos e internacionais para países vizinhos. Por rodovia, fica a 1638 km ao
sul da capital argentina, Buenos Aires. Liga-se ao Chile por rodovia (cerca de
130 km até a fronteira, e mais 115 km até a cidade chilena de Osorno), havendo a
opção, para turistas, de travessia em percursos alternados entre barcos e
ônibus, num passeio conhecido como Cruce de Lagos.

| "Nessa praça tem cães São Bernardo que tiram fotos com os turistas." |
Atrações:
Centro Cívico É um dos lugares mais bonitos do centro. Monumento Histórico Nacional, seus edifícios em estilo medieval estão localizados em torno de uma pequena praça. Inaugurado em 1934 ,ali se encontram: a Prefeitura, a Secretaria Municipal de Turismo, Polícia Local, Museu da Patagônia e Biblioteca Sarmiento. Não deixe de tirar fotos de ótima qualidade com os cães São Bernardo e seus filhotes que ficam por ali.
Museo de la Patagônia Localizado no Centro Cívico, apresenta salas de Ciência Natural, Etnografia, Pré-história, História Regional e local. Bem interessante, mostra a história de Bariloche, artigos indígenas, com importante acervo e interessantes exposições temporárias. Dá uma aula de história e geografia sobre o ecossistema.
Museo Paleontológico Exibe interessante mostras de matriais provenientes de diferentes períodos geológicos, além de aranhas gigantes e outras curiosidades. Fósseis impressionantes de 300 milhões de anos, até o esqueleto de um dinossauro de 1,50m, que viveu há 90 milhões de anos atrás...bom para aprender! Aberto de 2ª à sábado das 16 às 19hs, entrada livre. (O end. Av. 12 de Octubre com Sarmiento próximo ao Lago Nahuel Huapi)
Calle Mitre Passeio obrigatório para o turista, é o "point" da cidade. Mil lojas de casacos, moletons, artigos de ski, anoraks, chocolates, lembranças, restaurantes, cachecóis, luvas, gorros, casacos de pele, presentes, mais chocolates, botas, peças de alpaca, lanchonetes, etc. É a rua principal, onde todo mundo passa. Possui também farmácia e supermercado.
| "O lago NAHUEL HUAPI é muito bonito." |
Teleférico Cerro Otto A apenas 5 km do
centro cívico da cidade de Bariloche, sobre uma bela estrada pavimentada cercada
por densos bosques de pinheiros, se ergue o complexo Teleférico Cerro Otto.
Localizado em um bonito parque de 25.000 m², onde
gôndolas panorâmicas, (tipo bondinhos do Pão de
Açúcar) totalmente fechadas nos levam a
apreciar a magnífica paisagem protegidos da chuva, vento ou
neve. Lá em cima está a única confeitaria giratória da
América do Sul, com uma velocidade de giro variável entre 20 e 40 minutos,
bem devagarzinho. Há um pequeno museu e uma discoteca bem animada. Divirta-se na
pista de trenós, escalada,
Trecking, Mountain Bike, para diferentes épocas do ano.
Curta a vista, aproveite para tomar chocolate quente e saborear um brownie (bolo
de chocolate coberto com doce de leite e marshmellow!)...simplesmente ótimo!!Além da cafeteria giratória à qual se chega de teleférico, tem uma
hilariante galeria de arte com réplicas
de esculturas de Michelangelo, como o Davi e a Pietá. No centro Piedras Blancas,
faz-se esqui nórdico, que deixa os pés livres, e passeia-se de trenós puxados
por huskies siberianos.
Cerro Campanár Teleférico, só que de cadeirinhas. Aos pares vamos subindo ao cerro de 1.050 m. Lá de cima a vista é maravilhosa, considerada a mais bonita de Bariloche! Há indicações com os nomes dos lagos, e é possível até avistar a divisa com o Chile. Emocionante demais!!.. Um pouco abaixo há uma casa de chá com mil coisas gostosas! Experimente "Cubanito" , que são rolinhos de waffer (tipo bijou), recheados de doce-de-leite, com tampinha de chocolate. Menores de 12 anos grátis. Vista de mofitanhas nevadas, florestas de pinheiros, lagos e a Ilha Vitória. Subida de aerosilla, um tipo de teleférico de cadeira (US$ 5).
Bosque de Arrayane Pegue seu carro e dirija numa estrada deslumbrante até chegar à Villa La Angostura (70 Km de Bariloche), que é uma cidade pequena, charmosa, cheia de lojinhas e restaurantes. De lá saem os barcos aquecidos e confortáveis, ao som de ópera, com destino ao famoso bosque. O Bosque de Arrayanes se tornou famoso onde Walt Disney se inspirou para fazer o filme "Bambi"! Único no mundo e com exemplares centenarios, declarado monumento natural mundial. É das coisa mais lindas suas árvores da cor de canela, impressionante! Dá-se uma volta à pé pelo bosque, passando por uma casinha de chá, que parece de desenho. Imperdível!
| "Bonito..." |
Ilha Victori Partindo do Porto San Carlos ( Ao lado do Hotel Lao Lao) numa travessia de 30 minutos de navegação pelo Lago Nahuel Huapi chega-se a Porto Anchorena na Ilha Victoria. Depois de uma excursão a pé percorrendo o exviveiro de coníferas, pode-se subir em cadeirinha ao cume do Morro Bella Vista a 900 mts. de altura. É um passeio bem mais demorado. Passeio de catamarã pelo Lago Nalitiel Huapi até Puerto Anchorena, perto do bosque. - Excursão da Turistur (Av. Mitre, 219, 42-6109. Cc: todos. US$ 12,50).
Cerro Tronador e Cascada de los Alerce A 90 Km de São Carlos de Bariloche, o Cerro Tronador é o ponto mais alto da região com 3554 metros. Os tres picos do Tronador são: Argentino (3.410 m.), Internacional (3.554 m.) e o Chileno (3.430 m.) cujos montanhistas costumam subir no verão Para chegar lá, parte-se da calle Onelli que conduz a RN 258. Bordeando o lago Gutiérrez e atravessando os rios Pilmayén e Melagarejo, encontrará poucos kilometros adiante o lago Mascardi. Costeando o lago encontra-se a direita a RN 254 e o caminho Tronador. Deve-se tomá-lo atravessando a ponte sobre o Rio Manso, margeando novamente o Lago Mascardi, na costa oeste. Passa-se em frente ao Cerro Los Emparedados e prossegue margeando o Rio Manso Superior até chegar à Pampa Linda. Depois se atravessa parte do Vale dos Vuriloches e finalmente, passando por um bosque, chega-se ao Ventisquero Negro. O passeio culmina um pouco mais adiante, ao pé do Cerro Tronador. Deste ponto, caminhando, pode-se chegar à mesma linha da geleira. Os três picos do Tronador são: Argentino (3.410m), Internacional (3.554) e Chileno (3.430), escalado por montanhistas durante o verão Em vez de cruzar a ponte sobre o Rio Manso, continua-se no caminho pela margem do Lago Los Moscos e o Rio Manso; mais adiante está o Lago Hess e depois cruza-se o Rio Roca, finalizando a rota junto à cascata Los Alerces.Continuando a pé pelos 300m restantes se tem acesso ao mirante da cascata, do qual é possível ver a furiosa precipitação entre as rochas. A volta é feita pelo mesmo caminho. A mais alta montanha de neve eterna da cidade, com 3 555 metros. De vez em quando ouve-se o estrondo do desmoronamento de blocos de gelo (daí o seu nome). No inverno, o acesso pode estar fechado pela neve.
CERRO BAYO - Próprio para
iniciantes, o centro de esqui de Villa La Angostura é menos ínigreme e tem neve
mais constante que Cerro Catedral. Há programas alternativos, inclusive no
verão, como trekking, mountain bike e cavalgadas.
CIRCUITO CHICO - City tour básico pelos principais pontos da cidade. 0 passeio
de meio dia muitas vezes já está incluído nos pacotes das operadoras
brasileiras. No Turismo Integral Patagônia (
RAFTING - No Rio Manso, entre bosques, cânions e vales de formação glacial. -
Tour da Travelideias (Calle Villegas, 316, piso 2, 42-4659. Cc: todos) por US$
36.
TRAVESSIA DOS LAGOS ANDINOS - De Puerto Pafluelo saem os barcos que fazem o
cruzeiro até Puerto Moritt ou Puerto Varas, no Chile (leia mais na pág. 154 a
descrição do caminho inverso, saindo do Chile). - Passeio de catamarã na
Catedral Turismo por US$
160, saiido às 8h45 de Puerto Paíjuelo e chegando a Puerto Montt às 19h. Para
voltar, pegue um ônibus (US$ 17, 6 horas). No inverno, o passeio é de no mínimo
dois dias (ida e volta) e custa US$ 160 mais diáiia do hotel, em Peulla, de US$
138.
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Dicas de GUSTAVO VIVACQUA |
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1.Vale muito a pena visitar Bariloche também no verão, e não só no inverno
como imaginam a maioria das pessoas. 2.No Cerro Otto tem um restaurante rotatório muito bacana. Vale a pena bater um rango lá. O melhor jeito de chegar lá é pelo teleférico. 3.Outro lugar que tem um visual lindo é o Cerro Campanário. 4.Não deixe de conhecer Vila Angustura. É uma vilazinha muito bacana nas proximidades de Bariloche. 5.Aproveite para comprar roupas de frio lá mesmo. São mais baratas que no Brasil. 6.Existem varios restaurantes e a comida é excelente na maioria. Experimente o bife de chorizo com vinho argentino que é muito bom. 7.Não use tenis na neve que seu pé vai congelar. Use botas impermeáveis. 8.O ski é no Cerro Catedral e no Cerro Bayo, perto de Vila Angustura. 9.Bariloche é conhecida por Brasiloche pelos argentinos devido a grande quantidade de turistas brasileiros no inverno. Prepare-se para ouvir muito português nas ruas. 10.Na Av. Bustillo fica a grande parte dos hotéis. Lá é fácil encontrar um. 11.Não é necessário carro para rodar pelo centro. É tudo perto. 12.Existem algumas boates pela cidade , mas a maioria é a molecada de 16 a 17 que esta comemorando o termino do ultimo ano do colégio ou o ingresso na universidade. Eles andam em grandes grupos e chegam em ônibus fretados. 13.O turismo é organizado e os anfitriões bastante educados.
14."Vila Angustura é menor que
San Carlos porém + aconchegante e tudo + barato vale a pena conhecer" dica
de Fernando H R Corôa |
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